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O poder da palavra

 

Para que temos usado nossa boca? Para criar ou destruir? As palavras podem ser armas destrutivas ou ferramentas para a edificação. O que é dito ofende, motiva, desanima, agrada e engana; cria vínculos e causa guerras; muda o comportamento e influencia o caráter. Um “sim” ou um “não” mudam o rumo da história. Este foi o sermão da noite no dia 29 de março na 1ª Igreja Evangélica Batista de Campo Grande, feita pelo missionário Maurício Picarelli que sobre a unção de Deus falou: a palavra tem mais poder que você imagina em sua vida e na vida de quem você ama, principalmente na vida e seus filhos. E por isso é importante  que se diga palavras que abençoam suas vidas profetizando sempre a felicidade deles.

A Palavra de Deus precisa ser “motivadora da esperança, nos direcionar, porque ela tem poder de restaurar e fazer novas todas as coisas, mas para isso é preciso vivê-la, colocá-la em prática. E praticar a Palavra não é fácil. É preciso coragem”, refletiu o missionário dizendo que este é o segredo de termos vitórias e vivermos dias alegres.

 

Em contrapartida, logo o missionário para destacar a diferença no poder da palavra, mostrou as palavras que destroem, ou seja,  palavras do Diabo, aquelas que também provoca efeitos, contudo negativos, desde que alguém creia. É o que acontece  muitas vezes, com a conversas entre pessoas repletas de julgamentos. O Senhor coloca os fofoqueiros na mesma lista dos pérfidos, ímpios, homicidas e os aborrecidos de Deus.

 

Em Romanos 1:28-32, o texto  traz luz sobre esses fatos, e os conduzem há um entendimento sobre tudo o que ocorre nos dias de hoje.

 

“E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”.

Segundo o missionário, estas palavras do Senhor são terríveis, o que significa que aquela palavra mentirosa tem o  poder destrutivo, com base no engano e na persuasão.

A Bíblia deixa claro os estragos e as consequências da fofoca e da maledicência. Isso pode ser conferido em Provérbios 18:6-7: “Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca brada por açoites. A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma”.

 

A fofoca, nada mais é que compartilhar com alguém qualquer coisa sobre uma pessoa que não a ajude e não a edifique. “É um terrível pecado”, destacou o missionário, detalhando que não se pode falar mal de ninguém, seja do chefe, da sua mulher, do seu marido, de seu filho, de um parente, de uma autoridade governamental, de uma autoridade espiritual,  enfim de ninguém. É contaminação na certa.

 

Na Bíblia, em Provérbios 17:4-5, está escrito que “O ímpio atenta para o lábio iníquo, o mentiroso inclina os ouvidos à língua maligna. O que escarnece do pobre insulta ao seu Criador, o que se alegra da calamidade não ficará impune”.

 

Na mesma proporção, ouvir fofocas é tão errado quanto espalhar comentários prejudiciais. “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã”, é o que diz Tiago 1:26.

 

Segundo pregou o missionário, a fofoca e as palavras torpes são instrumentos de Satanás para a destruição da sua vida. É exatamente o que informa Tiago 3:5 e 6: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno”.

 

Para que as pessoas sejam felizes e que suas vidas prosperem em saúde, é necessário que elas usem palavras que constroem. Exatamente o que é relatado em Efésios 4:29: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”.

 

Nesse sentido, o mensageiro do senhor explicou que a chave principal da vida cristã está em não ofender ou desafiar o Espírito de Deus. Blasfemar contra Ele é se perder para sempre.

 

Ainda no decorrer do culto, o missionário lembrou de Jesus e Paulo, que foram exemplos de pessoas que sabiam usar palavras de vitória. “Quando Paulo estava sendo perseguido, Jesus apareceu e o incentivou a não desistir. Ele falou palavras que o fortaleceram”, comentou Picarelli.

 

No livro de Atos, capítulo 23, versículo 11, a palavra diz que “E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma”.

 

E Jesus, sempre sábio, tranquilizou os discípulos no meio da tormenta, citando as seguintes palavras: “Tende bom ânimo, sou eu, não temais”. “Por isso é que precisamos que o nosso vocabulário seja marcado por palavras de conforto”, disse o missionário.

 

Isaías 50:4, revela que “O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem”. Já 1 Tessalonicenses 5:11, diz que “Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com Ele”.

 

“Se você tem um comportamento ruim , através de palavras , pode ter certeza que suas atitudes serão terríveis. É o grande momento de mudar, para ter saúde, felicidade e prosperidade na vida. Comece agora”, desafiou Picarelli  colocando ao fiéis que quanto mais conhecemos a Deus, mais íntimos nos tornamos Dele e com isso mais vamos aprendendo a usar nossa boca para produzir efeitos positivos, que abençoem o próximo, abençoem uma situação e conseqüentemente a nós também.

 

Ele citou Deuteronômio 11:26-28, que esclarece que “Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição; A bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos mando; Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes”.

 

“Decisão é agora!”, finalizou.  

 

 

 

 

Missionário Mauricio Picarelli